LAF/Póscom na SOCINE 2025
29 de setembro de 2025 2025-09-29 17:25LAF/Póscom na SOCINE 2025
LAF/Póscom na SOCINE 2025

O Laboratório de Análise Fílmica (LAF), do Póscom/UFBA, por mais um ano marca presença no encontro anual da SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, uma das maiores associações de pesquisa em cinema do Brasil. O 28º encontro da SOCINE acontece, pela primeira vez, na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, e apresenta o tema Olha já! Do extrativismo de imagens aos cinemas da Amazônia. O evento ocorre de 30 de setembro a 03 de outubro de 2025, abordando diferentes perspectivas em torno da pesquisa em cinema e audiovisual, e esse ano conta com a participação de 10 pesquisadores e pesquisadoras integrantes dos dois núcleos do LAF (Pepa e Nanook). Confira abaixo o dia de apresentação e resumo de cada um dos trabalhos:
01/10 (quarta-feira)
01/10 às 9h
Estranho Fruto: Nina Simone, narrativa policial e racismo, por Lucas Ravazzano de Mattos Batista (UFBA)
O presente trabalho visa analisar uma cena de um episódio da série Cold Case a partir do uso da canção Strange Fruit de Nina Simone na cena. O trabalho parte na noção de biografia social da canção para demonstrar como a canção foi usada como protesto ao racismo, articulando esse histórico com os temas do episódio. A análise também levará em conta a noção de copaganda e como séries policiais criam uma visão positiva sobre a polícia e sua relação com minorias, mesmo que não reflita a realidade.
01/10 às 9h
Criatividade Amefricana quanto à musicalidade em Totém, Três Tigres Tristes e O dia que te conheci, por Paulo Henrique Vaz de Castro (UFRB)
Nesta comunicação analisaremos as principais tendências quanto ao uso da música como elemento de expressão audiovisual nos filmes latino-americanos premiados em 2023 em três festivais da região. Compreenderemos qual tipo de projeto musical é destacado na escolha das obras consagradas, se os projetos de musicalização desses filmes privilegiam o uso de músicas instrumentais, canções originais ou canções pré-existentes e como se opera a música em paralelo com a narrativa fílmica consagrada.
01/10 às 11h
Cinematografia Regional Argentina: a obra de Rosendo Ruiz e o Novo Cinema Cordobês, por Tereza Violeta de Queiroz Martinez (UFBA)
Este trabalho analisa a obra de Rosendo Ruiz no contexto da cinematografia regional argentina, focando em como seus filmes constroem a identidade cultural de Córdoba. A pesquisa aborda três filmes do diretor: De Caravana (2011), Tres D (2014) e Maturità (2015), destacando seu estilo realista e o uso de técnicas como o plano-sequência. A obra de Ruiz contribui para o Novo Cinema Cordobês, desafiando as narrativas dominantes de Buenos Aires e valorizando a cultura local.
01/10 às 16h30
“Críticos dizem que merece até um Oscar” – a recepção de audiências brasileiras a Ataque dos Cães, por Marina Tarabay (UFBA)
Análise da recepção negativa no Brasil do filme Ataque dos Cães via comentários do Google, contrastando com o sucesso crítico. Contextualiza a produção, o marketing da Netflix para premiações e o Google como espaço de crítica. Adota perspectiva contextualista (Staiger) e interdisciplinar, incluindo tecnicidade (Gutmann), ciber cinefilia (Bamba) e midiatização (Fausto Neto) para identificar padrões de audiência. Conclui refletindo sobre a pertinência da metodologia para a distribuição audiovisual.
01/10 às 16h30
Torre (2017) e Torre das Donzelas (2018): o documentário como local sugestivo da memória, por Mateus Costa de Oliveira (UFBA)
Esta comunicação, fruto de um processo inicial de investigação, reúne dois documentários – Torre (2017), de Nádia Mangolini, e Torre das Donzelas (2018), de Susanna Lira – que, em perspectivas diferentes, tratam da extinto Presídio Tiradentes. Ambos lidam com a memória e com a ausência física do presídio. A comunicação tem como objetivo refletir sobre como o cinema documentário pode contribuir para um novo espaço de memória através da articulação da linguagem audiovisual.
02/10 (quinta-feira)
02/10 às 9h
Eu estava lá: o efeito Oscar na recepção de um design de canções, por Guilherme Maia de Jesus (UFBA)
Em relação dialógica com o conceito de biografia social da canção; pressupostos da Poética do Filme; com a minha memória pessoal; com os estudos contemporâneos sobre a canção no cinema latino-americano e sobre os Festivais de Cinema como instância de legitimação, esta comunicação examina o fenômeno da recepção do design de canções do filme “Ainda estou aqui”.
02/10 às 11h
La vie est belle: musical e tradições orais nos cinemas africanos, por Jusciele Conceição Almeida de Oliveira (UFBA) e Morgana Gama de Lima (UFRB/UFBA)
O filme “La vie est belle” (1987), além de dialogar com as convenções do gênero musical, dada a presença de personagens que cantam e dançam em cena, se diferencia por ser uma narrativa estruturada na “retórica do griot”, à medida em que as canções não pontuam apenas o ritmo da narrativa, mas são parte essenciais para se compreender a história que está sendo contada. Assim, o presente resumo propõe discutir a relação entre o gênero musical e as tradições orais neste filme.
02/10 às 14h30
Construindo uma Memória Audiovisual Sapatão da Cidade de São Paulo com o Coletivo Sapatrônica, por Diana de Oliveira Souza Reis (PósCom/UFBA)
A partir da análise de curtas realizados pelo Coletivo Sapatrônica, esta comunicação aponta dispositivos acionados na construção da cartografia afetiva da cidade de São Paulo através do audiovisual. Os produtos revelam um gesto etnográfico que reflete a necessidade do arquivamento das memórias de pessoas lésbicas no contexto da dupla in/visibilidade dos seus corpos. Por meio da fabulação crítica, os curtas desenvolvem uma poética que elabora história e imaginação no seu processo cartográfico.
02/10 às 16h30
Direção de arte como prática inventiva: o paradigma problema-solução no audiovisual, por Victoria Santos Santana (UFBA)
O artigo investiga os processos criativos da direção de arte a partir do percurso metodológico inferencial de Baxandall, compreendendo escolhas visuais como respostas a desafios produtivos. Como exemplo, analisa “O Outro Lado da Memória” (2018), cuja direção de arte recriou cenários com soluções inventivas a partir de um projeto de arte feito 14 anos antes. Explora-se então como a função é capaz de traduzir desafios em linguagem cinematográfica, potencializando a experiência audiovisual.
03/10 (sexta-feira)
03/10 às 11h
A crítica como traço de recepção dos filmes premiados na Mostra de Cinema Tiradentes (2020-2022), por Regina Lucia Gomes Souza e Silva (UFBA)
Nosso intuito é apresentar o resultado da pesquisa sobre a recepção da crítica dos filmes laureados em festivais de cinema brasileiros, sobretudo os da Mostra Tiradentes entre 2020 e 2022. Cogitamos discursos da crítica como traços de recepção a partir dos “estudos históricos de recepção nos media” de Janet Staiger e examinamos críticas de três longas premiados: Canto dos ossos (Jorge Polo e Petrus de Bairros, 2020), Açucena (Isaac Donato, 2021) e Sessão bruta (As Talavistas e ela.Ltda, 2022).
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